Viva la Vida.

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whatever happens, we had today.

(Source: dollishdrag, via theresalwaysanotherday)

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Que eu sempre tenha uma música como esta por perto para me despertar, para fazer com que eu me sinta tão vivo, para fazer com que eu me sinta da mesma forma. Que a vida possa ser seguida por uma melodia ao fundo e que não me permita esquecer do quão bom é poder estar respirando.
Simples assim.

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Paz.

Em um momento de extrema manifestação racional me pego pensando: qual o verdadeiro significado da palavra ‘paz’? Diante de toda subjetividade vinculada à mesma não chego a lugar algum, simplesmente fico vagando sem algum rumo observando diversos caminhos sem muita conexão. Tudo bem, mas e onde a paz entra na história? Bom, entre tantos caminhos, muitas vezes somos forçados a fazer escolhas e sem saber ao certo onde nos levará, escolhemos aquele que imaginamos nos trazer mais alegria, mais paz. Todo o problema se instaura quando a paz que esperamos não é a mesma que adquirimos.

Por acaso, seria buscar paz através de cerceamento? Seria motivo de paz uma tentativa extremista de resguardo na qual, no final, será obtido o afastamento? É de se encontrar a paz proibir alguém de ter as próprias escolhas? Situações assim incomodam, machucam. É muita ingenuidade acreditar que é possível se obter paz, seja da forma que for, através de uma ditadura onipresente. É muita utopia chegar a imaginar que em algum momento é resguardo, proibir alguém de conhecer o mundo real. Em algum momento, cedo ou tarde, haverá algo que instigue o indivíduo a buscar conhecer coisas novas. Estar parado muito tempo em uma mesma realidade repressora não é típico do ser humano. A maior conquista de nossa adolescência é a independência, a liberdade de escolha e eis algo que não gostamos de abrir mão.

Vejo a porta se fechando por precaução. O ensolarado exterior parece ter dado lugar ao inverno, cinza e gelado. A fria escuridão se aproxima, consigo ver uma vela para me aquecer ali do lado de dentro e o incosciente revela a melhor e mais aconchegante, opção. A porta tende a se fechar, o lado de fora tenebroso e dolorido bate com força na porta e janelas entreabertas. Sinto a espinha gelar ao leve contato com tamanho frio. Enquanto os compartimentos se fecham posso sentir o fogo da vela tomando conta do lugar. A pequena chama traz luz, traz calor, traz algo parecido com paz. Será mesmo paz? A impressão é que esta pequenina palavra prefere se comportar como onda, sem plenitude, sim, momentos. Não importa. O importante é aproveitar cada conforto trazido por esta chama. Enquanto a cera escorre quente por minhas mãos o relógio se revela na forma de dor. Que o inverno seja rápido e que a vela dê fogo ao sol mais uma vez restaurando seu esplendor. O deconhecido mostra-se um velho conhecido e chama por meu nome, mais uma vez. A vela luta a velha luta. E resiste. Tomara que até a próxima estação.

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theskeletonofme:

perched (by h & L metz)
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